Ela é aquela que acompanha minha história desde o início. Na verdade é mais do que isso: é aquela que faz parte da minha história desde o início.
Lembro-me dos primeiros sinais da nossa amizade, quando comecei a confiar e contei quem era o garoto por quem era apaixonada. Aquele mesmo garoto, que por anos, ela ouviu tudo o que sentia e incentivava a me declarar, a assumir o que sentia. Meu maior medo, na época, era que essa história se espalhasse. E qual a minha surpresa depois de mais de dez anos: nunca ninguém, além daqueles que contei, soube da história. Tive muitas outras provas do quanto posso confiar ao longo desses anos.
Não é qualquer amizade que continua depois de longas distâncias, de mudanças de idéias, de namoros. Sim, a nossa continua firme e forte, ou melhor, cada dia mais forte.
Meses atrás fui contar alguns acontecimentos, já esperando que ela me repreendesse. Não, isso não aconteceu. Mais uma vez me incentivou, torceu e esteve ao meu lado, mesmo longe.
Sim, tivemos momentos tristes e um deles está acontecendo agora. A culpa é da distância, sempre ela.
É aquela que queria e quero que esteja ao meu lado, fisicamente, sempre. Naqueles momentos mais especiais gostamos das pessoas que se igualam na importância. Isso não é possível e sofremos, uma longe da outra, pelo mesmo motivo.
Mas o amor que sentimos não diminui. Sempre amarei. Sempre será minha melhor amiga. Sempre!